quarta-feira, 23 de março de 2011

É PRECISO DE OXIGÊNIO









Em uma de minhas leituras, fui levado pelos escritos do autor a pensar sobre um assunto que, ele mesmo anteriormente, haveria sugerido com muita ênfase, na questão do “ mergulhar no conhecimento de Deus “. Pois segundo ele, é necessário mergulharmos de cabeça nesse enorme mar, sem medo de ir cada vez mais fundo, pois, em indo sempre mais fundo, iremos adquirir um bom conhecimento do altíssimo.

Totalmente de acordo! Compartilho com o mesmo pensamento. Aleluia!

Só que no decorrer da leitura, percebi que a proposta do autor era de que nós mergulhássemos em um conhecimento teológico, bíblico, acadêmico. Novamente de acordo. Aleluia!

Mas, a tragédia desta proposta em seu livro, foi uma simples e singela palavra: “ apenas ”.

E lá se vai, mais um livro que foi fechado e entregue as poeiras da minha estante.

Porém, (não usei a conjunção “mas” propositalmente), quero recomendar o uso de 2 balões de oxigênio de 10mts³ de capacidade cada, pra quem quiser fazer esse mergulho.

Pois lembre-se! Você não é peixe pra respirar em baixo d’água.  

E mais uma vez a novela se repete. A novela do homem que, além de perder a capacidade da contemplação, limita o conhecer a Deus e o lança dentro de uma caixa preta chamada bíblia, esperando ser aberta, pra que dela possa se ouvir as gravações e os segredos de uma viagem sem volta ou o dividi em 48 cheques pré, para pagar as mensalidades do curso, tendo a certeza de que ao seu término, estará totalmente capacitado e pronto pra viver e compartilhar(pregar) o Evangelho.

Miseráveis homens que somos! Quem nos livrará do corpo desta morte?

Que morte?

A morte da sensibilidade de ver Deus, nos momentos mais simples a alegres que experimentamos enquanto seres humanos. Pois carregamos dentro de si um jargão de que não somos mais deste mundo e que em consequência, fazemos uma péssima interpretação do Salmo 1º e abandonamos todas as nossas sinceras amizades, simplesmente por elas não  fazerem parte do nosso novo mundinho.
E tudo isso por medo de voltar a praticar todas as safadezas de antes, pois no fundo, sabemos que ainda não fomos engravidados pela Graça que liberta de todos os medos.

Agora responda:
Onde você tem visto Deus? Apenas na bíblia? Apenas nos livros? Apenas na igreja? Ou apenas nos que fazem parte dela?
Se sua sincera reposta for sim, peça a Jesus que lhe livre de toda lavagem gospel cerebral que fizeram em você, pois está correndo um sério risco de contrair a síndrome da I.G.R.E.J.A (Instituição Geradora de Receios e Esperanças Jactanciosas). Que tem como principais sintomas o nojo pelos bêbados e mendigos, a repulsa pelos gays e lésbicas, e principalmente a falta de sensibilidade no toque e no abraço a essas pessoas.

Portanto, mergulhe. Mas lembre-se de que é preciso de oxigênio, pois o mar pertence aos peixes e às algas. E nós devemos viver no nosso habitat natural.

“ E pensar que já há algum tempo, pra ver Deus, não tenho olhado pro céu, tenho olhado para os homens . Pois o verbo se fez carne “.

Douglas Elle

sábado, 19 de março de 2011

O LUAR DO EVANGELHO






Numa noite em que as estrelas se fazem presentes, as nuvens fizeram questão de chorarem em outros lugares e a lua de forma bela e singela reflete todo seu brilho em meus olhos, me levando a uma dimensão chamada: Evangelho de Jesus.

O Espirito Santo me levou a uma viagem na qual entendi o porquê da lua refletir o brilho intenso do sol. Deus como projetista do universo criou todas as coisas para que a sua glória fosse manifestada de alguma forma e a natureza é a forma mais sublime de se observar o poder de quem nos gerou.

Sabemos que o processo natural do brilho da lua é a consequência do brilho do sol quase que diretamente em toda sua superfície fazendo com que observemos de forma tão majestosa a glória da lua.

E partindo desse conhecimento consegui ver Jesus. Quando analisamos esse contexto e comparamos com a finalidade de Jesus aqui na terra, podemos concluir que Jesus (lua), manifestou a glória de Deus (sol), para que todas as pessoas pudessem contemplar o brilho do seu Pai de forma esplendorosa, tornando-o assim luz viva do próprio Deus.

Então,

Que sejamos as luas desse universo chamado vida para podermos refletir a luz emanada daquele que manifesta sua irradiação para aqueles que desejem serem astros submissos à sua glória.

Cristophane Rafael

quinta-feira, 17 de março de 2011

POESIA







            O poeta Zé da Luz, escreveu uma poesia, porque disseram pra ele que, pra falar de amor, seria necessário um português correto e tal. Então ele escreveu essa poesia:

AÍ SE SESSE

Se um dia nós se gostasse
Se um dia nós se queresse
Se nós dois se empariasse

Se juntin nós dois vivesse
Se juntin nós dois morasse
Se juntin nós dois durmisse
Se juntin nós dois morresse.

Se pro céu nós assubisse
Mas, porém se acontecesse
De São Pedro num abrisse
A porta do céu e fosse
Te dizer qualquer tolice?

E se eu me arriminasse
E tu com eu insistisse
Pra que eu me arresolvesse
E a minha faca puxasse
E o bucho do céu furasse.

Tarvez que nós dois ficasse
Tarvez que nós dois caísse
E o céu furado arriasse
E as virgens todas fugisse.

          É maravilhoso saber que, a descoberta do amor e a expressão de todos os sentimentos, não estão relacionados ao muito saber erudito, acadêmico, teológico ou psicológico.
Pois, imagine se, para amar, o sujeito tivesse que ir encontrá-lo nos livros?
Sinceramente, preferia ter nascido cego e sem dedos. Pois só assim não enxergaria a chatice que isso seria.   
Diante dessa explosão de sensibilidade e naturalidade do Zé da Luz, somos obrigados a nos rendermos ao acalanto eterno da beleza de Deus, que em meio aos néscios e analfabetos, faz brotar toda sua riqueza na forma da arte escrita.
E agora, o esplendor das palavras, nos faz saber que podemos amar sem fronteiras de sabedoria, sem barreiras de conhecimento e sem muros de repressão, podemos amar com o que de mais natural seja em nós: nós mesmos.
“E saber que já há algum tempo, pra pensar sobre Deus, não leio mais os teólogos, leio os poetas“.

      Douglas Elle

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