sábado, 19 de março de 2011

O LUAR DO EVANGELHO






Numa noite em que as estrelas se fazem presentes, as nuvens fizeram questão de chorarem em outros lugares e a lua de forma bela e singela reflete todo seu brilho em meus olhos, me levando a uma dimensão chamada: Evangelho de Jesus.

O Espirito Santo me levou a uma viagem na qual entendi o porquê da lua refletir o brilho intenso do sol. Deus como projetista do universo criou todas as coisas para que a sua glória fosse manifestada de alguma forma e a natureza é a forma mais sublime de se observar o poder de quem nos gerou.

Sabemos que o processo natural do brilho da lua é a consequência do brilho do sol quase que diretamente em toda sua superfície fazendo com que observemos de forma tão majestosa a glória da lua.

E partindo desse conhecimento consegui ver Jesus. Quando analisamos esse contexto e comparamos com a finalidade de Jesus aqui na terra, podemos concluir que Jesus (lua), manifestou a glória de Deus (sol), para que todas as pessoas pudessem contemplar o brilho do seu Pai de forma esplendorosa, tornando-o assim luz viva do próprio Deus.

Então,

Que sejamos as luas desse universo chamado vida para podermos refletir a luz emanada daquele que manifesta sua irradiação para aqueles que desejem serem astros submissos à sua glória.

Cristophane Rafael

quinta-feira, 17 de março de 2011

POESIA







            O poeta Zé da Luz, escreveu uma poesia, porque disseram pra ele que, pra falar de amor, seria necessário um português correto e tal. Então ele escreveu essa poesia:

AÍ SE SESSE

Se um dia nós se gostasse
Se um dia nós se queresse
Se nós dois se empariasse

Se juntin nós dois vivesse
Se juntin nós dois morasse
Se juntin nós dois durmisse
Se juntin nós dois morresse.

Se pro céu nós assubisse
Mas, porém se acontecesse
De São Pedro num abrisse
A porta do céu e fosse
Te dizer qualquer tolice?

E se eu me arriminasse
E tu com eu insistisse
Pra que eu me arresolvesse
E a minha faca puxasse
E o bucho do céu furasse.

Tarvez que nós dois ficasse
Tarvez que nós dois caísse
E o céu furado arriasse
E as virgens todas fugisse.

          É maravilhoso saber que, a descoberta do amor e a expressão de todos os sentimentos, não estão relacionados ao muito saber erudito, acadêmico, teológico ou psicológico.
Pois, imagine se, para amar, o sujeito tivesse que ir encontrá-lo nos livros?
Sinceramente, preferia ter nascido cego e sem dedos. Pois só assim não enxergaria a chatice que isso seria.   
Diante dessa explosão de sensibilidade e naturalidade do Zé da Luz, somos obrigados a nos rendermos ao acalanto eterno da beleza de Deus, que em meio aos néscios e analfabetos, faz brotar toda sua riqueza na forma da arte escrita.
E agora, o esplendor das palavras, nos faz saber que podemos amar sem fronteiras de sabedoria, sem barreiras de conhecimento e sem muros de repressão, podemos amar com o que de mais natural seja em nós: nós mesmos.
“E saber que já há algum tempo, pra pensar sobre Deus, não leio mais os teólogos, leio os poetas“.

      Douglas Elle

segunda-feira, 14 de março de 2011

O ECO

Alguém disse um dia:
         “Todas as coisas já foram ditas, mas como ninguém escuta, é preciso recomeçar”.

E é com essa perspectiva que iniciamos a semana, na esperança de ser um ECO do Evangelho nas vidas e Consciências surdas que encontraremos nessa caminhada.

Uma esperança que seja baseada, apenas no que for vida experimentada em nós, todos os dias.

Pois aprendemos que, pra ser um ECO do Evangelho, é necessário reproduzir o mesmo som, o mesmo timbre, a mesma harmonia.

Pois um ECO, não leva em conta o lugar ou o ambiente em que é exposto, ele ecoa apenas porque é sua natureza, independente da caverna/coração ou montanha/mente que ele seja gritado.

Ele apenas vai com o intuito de repetir até o infinito, não repetir um repetitório, que se torne chato e insuportável aos ouvidos, mas uma repetição que seja nova e bela a cada tímpano/vida que encontrar. Com a certeza absoluta de que será ouvido e compreendido pelas mais diversas e diferentes formas.

Esse é o chamado de Jesus, quando nos diz que, aquele que crer Nele, de dentro de si sairão rios de água viva e jorrarão naturalmente. Pois, da mesma forma que de uma mangueira não se pode colher jacas, do ECO do Evangelho não se pode ouvir outra coisa, se não o próprio Evangelho.

Assim, sempre que do seu ser, da sua vida, das suas atitudes, dos seus pensamentos, dos seus desejos, sair o grito do Evangelho, as pessoas ao seu redor escutarão, o Amor, a Paz, a Alegria, a Bondade, a Tolerância com as diferenças, o Respeito pelas opiniões, a Sinceridade, a Honestidade, sem falsidades e sem engano, sabendo que esse é um processo contínuo e se aprende todos os dias com as falhas e as fraquezas. 

Esse será o ECO do seu grito.

POR ISSO, GRITE. SEM O DESEJO DE SER OUVIDO. APENAS GRITE E DEIXE QUE O ECO DO SEU GRITO FALE POR VOCÊ.

PENSE NISSO!!!

Douglas Elle

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