segunda-feira, 23 de maio de 2011

ABRINDO O MEU CORAÇÃO





"Quero viver o que canto, quero cantar o que vivo".  João Alexandre


Então, o que apenas posso externar é isso:

           Você sempre ai com suas convicções formadas a partir de tudo o que aprendeu.
           Nunca nem tentou desaprender as coisas ruins, antes prefere fazer o bolo apenas com fermento. Olhe pra você, viciado em drogas espirituais, pior do que aquelas que deixam você fora de si por algum tempo. Você ainda nem sentiu na ponta da língua o doce mel do amor. Você que só pensa nas coisas más dessa vida...
           Esse alguém se chama: Cristophane Rafael, o próprio.
          Sempre esteve dentro de mim, conturbando os meus pensamentos e fazendo de minha vida uma grande controvérsia. Porém o único culpado sou eu mesmo, que por questão de falta de maturidade, aprendeu desde cedo a fazer o bolo sem recheio.
          Por isso que meu desejo nessas poucas palavras é que a cruz seja o símbolo principal em minha vida e que o cozinheiro me ensine a temperar a comida com a quantidade de sal correta, para que o Cristophane propriamente dito, venha a se converter dos seus defeitos e o eu que aprendi ser durante minha vida, vá para o inferno literalmente dito.
        “E se lá tiver fogo que queime, e se lá houver ranger de dentes que rinja: o péssimo filho, o crente fanático e tudo aquilo que aprendi”.

Ps: resenha se referindo exclusivamente a minha pessoa.
 Cristophane Rafael

segunda-feira, 16 de maio de 2011

IGREJAS EMERGENTES: EU SOU UMA!

             
             Ele chegou.
            Sim, o tempo das igrejas emergentes chegou. E eu sou uma delas.
           
Gosto muito das definições que a Física dá ao termo: “ aquele que sai de um meio, depois de havê-lo atravessado; que procede de; que resulta “.
           
            Pois, estamos saindo desse meio que, exerce a fé como força dirigida a Deus, obrigando-o a se mover e agir em favor dos que clamam fervorosamente. Estamos atravessando para o lado da fé que, prefere ser uma coragem sobrenatural para enfrentar os muros da existência e encarar as contingências do mundo sem deixar de ser um humano fraco e dependente.
            
          Saímos desse meio que, desesperadamente tentam se tornar obedientes e puros, acreditando que apenas desta forma, passarão pela existência sem sofrer nenhum dano, nem um mal, pois leram nas escrituras que “ mil cairão à sua direita e dez mil à sua esquerda e nenhum mal chegará até ele ”. Atravessamos para o lado onde sabemos claramente que a nossa relação com Deus, não nos reveste de um campo de força e nem nos blinda de todos os percalços no qual estamos sujeito a encontrar no decorrer desta jornada de vida.
          
             Saímos do meio em que, se acredita que é necessário fazer algo pra conseguir uma recompensa celestial, e atravessamos para o lado onde somos todos participantes e convidados para a festa no castelo do reino de Deus.
            
            Saímos do meio onde, o medo do inferno move a fé da grande maioria e a busca desenfreada para a resolução dos problemas efêmeros, são o combustível que fazem caminhar. Atravessamos para o lado onde sabemos que a Graça, é semelhante à final de um campeonato que, mesmo após o apito final, a equipe perdedora é convidada a brindar com champanhe.
           
           Saímos do meio de onde se vende e se compra Deus a troco de banana, por preços que variam de um milagre emergencial até uma reviravolta financeira. Atravessamos para o lado da margem que se rende ao poder do altíssimo, apenas por saber que a sua misericórdia alcança tanto os bons como os maus.
Diferente do que muitos profissionais da religião andam professando e definindo por aí, nós procedemos do amor, ou melhor, do desejo de tê-lo e expressá-lo de uma forma bem simples, sincera e singular, pois do meio de onde saímos não tínhamos o amor como principal fonte.
            Esse é o modelo de igreja que eu sou.
Uma igreja andante, que faz parte de um mundo real e está localizada na geografia das mentes e dos corações que queiram ser transformados pela graça que nos basta.

“ E pensar que, que já há algum tempo, pra ser Igreja, não tenho me revestido das vestes eclesiásticas, tenho me vestido com as roupas da minha humanidade “.

                                             Douglas Elle

quarta-feira, 11 de maio de 2011

DE ALMA LIMPA





Depois de uma longa jornada de trabalho lá estou eu, com fome, cansado, exausto e sujo. E é sobre a sujeira que gostaria de tratar com vocês nesse post.

Em um momento de reflexão me fiz a seguinte pergunta:

Porque tenho que tomar banho?

Logo respondi: porque estou sujo e preciso fazer a minha higiene pessoal depois de um dia de trabalho.
           Parece ser até cômico, porém percebi que dentro dessa pergunta um tanto “besta”, existia uma profundidade imensa, que só aqueles que jogarem o balde no poço para beber água limpa, irão perceber.

Você já tentou tomar banho, estando limpo?
          
           Se a sua resposta foi positiva, com certeza você pode estar sofrendo de um Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) e precisará de um aconselhamento médico.
         
           Só toma banho (digo aqueles que estão sujos), os que verdadeiramente precisam se limpar.

Ora, assim também é o evangelho.

           Cristo, chamado de água viva é quem nos limpa da sujeira que fazemos durante toda a nossa vida. Eu sei que você (maioria), dos leitores, já ouviu falar em demasia dessa informação.

           Porém, a água viva só irá limpar aqueles que estão sujos, digo, aqueles que
se sujam todos os dias ao se jogarem na vida sem medo de se sujar.

           Porque de que adianta se limpar se estamos limpos?

Pense nisso!

Cristophane Rafael

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