quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Esquecendo as horas




Vamos a um breve resumo da jornada de trabalho de uma pessoa que necessita sobreviver nos dias atuais.

Digamos que o mesmo acorde as 05:00hs da manhã, pois precisa chegar em seu trabalho que fica no centro comercial da cidade as 08:00hs. No primeiro horário até as 12:00hs ele já trabalhou 4 horas, seguindo assim o seu almoço de 2 horas para depois retornar ao trabalho e terminar sua jornada as 18:00hs. Depois que largar passa em torno de 2 horas para chegar a casa (caso não tenha engarrafamento).

Resumindo, lá se foram o dia todo e o começo da noite em prol de apenas uma obrigação.

Sendo assim natural o anseio de todo trabalhador tirar os seus 30 dias de direito às férias, pois só assim ele esquecera as horas e fará tudo aquilo que o tempo não permite que faça nos dias normais de trabalho.

“Assim é viver em Cristo (Esquecendo as horas) como se estivesse de férias”.

Começo a entender o porquê do bem aventurados aqueles que esperam em Deus, pois esperar nEle é o mesmo que viver livre, sem condicionar o tempo que levara para que algo aconteça. Esquecendo as horas, você não precisa decidir o tempo certo para amar alguém, para declarar coisas boas, para lembrar-se dos tempos de menino.

Você simplesmente faz porque se sente livre...

Viver segundo os preceitos de Cristo não é trabalhar arduamente em prol de alguma coisa, pelo contrario, é estar de férias eternamente. E digo mais, aqueles que vivem em Cristo como se estivessem trabalhando, dificilmente entenderá o significado de “esquecer as horas”, pois a grande maioria deles condiciona sua vida ao tempo que levam para conquistar as coisas.

“Então acorde tarde, saia mais um pouco e ame como se não houvesse amanhã, pois no reino de Deus as férias são eternas”.

Cristophane Rafael

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

SALMOS DE UM DISCÍPULO MARGINAL - 2


Como é duro e amargo o nosso amadurecer, quando isso requer uma dose de coragem em tomar algumas decisões.

O peito aperta, a alma treme, o suor escorre pelas mãos, a voz falha, o pensar não se aquieta, as conseqüências futuras se tornam o agora, e a aflição nos aperta tão forte com seus enormes braços, que nem conseguimos nos mover para uma ação.
A decisão a ser tomada, me causa arrepios Senhor. Me deixa suspenso em meus afazeres e me arrasta para o túnel escuro da angústia.

Enquanto não te conhecia, Senhor, e vivia no submundo dos meus próprios desejos e prazeres, nunca houvera experimentado tamanha luta, tamanho afronte, mas agora que te sirvo, sou tomado constantemente e sem intervalos por dores na alma, que transformam o meu estado de ser homem. Falo como homem que sou, sem humanismo.
Isso se dá, pela propaganda enganosa que fazem de ti Senhor, e na minha total ingenuidade e hedonismo, acreditei nesse caminho frouxo, utópico, barato, vendido à preço de banana pelos profissionais da religião.

Semelhante ao teu servo Jó, o que eu menos desejava que me acontecesse, veio a tona na minha vida. Por isso que desabafo em lágrimas a minha dor diante de ti, Pai, pois só em ti eu encontro a liberdade de não poder esconder a naturalidade das minhas dores e necessidades.

Obrigado Senhor, por nesses instantes tu ser totalmente ouvidos para minha tagarelice consciente, por tu ser o aparador dos meus vômitos, que só fazem te sujar.

Quão fraco e frouxo me enxergo nos momentos onde deveria ser forte. Um homem que a pouco, se vira como um gigante diante das teorias relatadas por si mesmo, mas em face do absurdo que me acomete, me torno um trapo de medo e de temor.

Como um ramo da videira, acredito que chegou o momento da poda. Peço-te Senhor, um leve sopro do teu Espírito, para amenizar o ardor dos cortes. Sim, Pai, pois sei que haverá amputações nos membros da minha memória.

Enquanto isso Senhor, ponho-me de joelhos em cima do chão lavados por lágrimas, sabendo que em breve o teu manto me enxugará por inteiro...   

DOUGLAS ELLE   

sábado, 6 de agosto de 2011

SALMOS DE UM DISCÍPULO MARGINAL


Como dói o peso da cruz que carrego nos meus ombros, senhor.


Por um instante, penso que não irei suportar todo derramar de sangue e suor que escorre pelo meu corpo, deixando-me fraco, descontente, com a aparência de um pobre viciado, que já não mais consegue controlar o pulsar dos seus desejos.

Sou inteiramente dor. 
Os meus olhos já estão cansados de enxergar a latente e brutal covardia diante da verdade que me acomete e da mentira que prevalece ao redor de mim.

Não consigo sequer respirar fundo, pois o ar que entra pelas minhas fossas, corrói os meus pulmões já cansados da labuta infinita.
Ao meu lado estão aqueles que me chicoteiam com seus aguilhões de ódio e de rancor.

Não tenho como negar-te as questões Senhor, os porquês.

Toma Senhor, os pedaços do meu ser, pois estou totalmente em cacos, semelhante a uma taça de cristal puro, quando não suporta a pressão dos gritos ensurdecedores.

Não posso viver em face da mentira Senhor. Ela me destrói. Ela me consome.
Sinto-me impotente frente à maldade daqueles que diziam estar ao meu lado.
Eles negociaram e venderam a tua verdade, como um feirante prestes à findar o dia no comércio. Não se importando mais com o produto, apenas querendo desfazer-se dele e obter o lucro.

Definitivamente, não agüento mais Senhor.

Se estais a me provar, já sabias desde a eternidade que minha fé é semelhante a um castelo de cartas, basta um sopro teu.

Se queres me fortalecer, porque primeiro me quebras em pedaçinhos?

Perdoa-me Senhor, por não compreender os teus propósitos.

Mas dentro de mim o teu Espírito ainda há de soprar um vento de esperança...


            DOUGLAS ELLE

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...